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Imagens violentas na TV alteram as atividades cerebrais das crianças 
Marilyn Elias 

A violência que a mídia exibe pode deflagrar instintos de agressividade nas crianças ao estimular regiões do cérebro envolvidas na luta pela sobrevivência e ao armazenar memórias traumáticas de fácil convocação posterior, de acordo com os resultados de uma pesquisa científica que serão divulgados ainda esta semana. 

Exames de ressonância magnética funcional conhecidos como MRI demonstram que imagens de violência em filmes ativam os cérebros das crianças de acordo com um padrão distinto, e potencialmente capaz de promover práticas violentas, diz John Murray, um psicólogo e professor na Universidade Estadual do Kansas. Ele vai fazer uma palestra na reunião da Sociedade de Pesquisa sobre o Desenvolvimento da Criança, em Minneapolis. 

Os exames de ressonância magnética no cérebro foram realizados em oito crianças entre os oito e os 13 anos de idade, enquanto elas assistiam televisão por 18 minutos, em trechos de seis minutos de cenas de boxe extraídas do filme "Rocky IV", seis minutos de imagens não violentas extraídas da rede de televisão pública norte-americana PBS e seis minutos em que não havia outras imagens na tela além de um X. 

Comparados aos exames de ressonância magnética cerebral realizados antes do estudo e aos exames dos períodos em que as cenas em exibição não continham violência, as imagens de boxe parecem ter evocado uma ativação consideravelmente mais intensa de três regiões do cérebro das crianças participantes da pesquisa: 

- A amídala (sic), que registra atividades emocionais e detecta ameaças à sobrevivência. 

- O córtex pré-motor, uma área que se acredita ser ativada intensamente quando a pessoa está pensando sobre como responder à percepção de uma ameaça. 

- O cingulado posterior, reservado à armazenagem de memórias de longo prazo relacionadas a eventos importantes, até mesmo perturbadores. Por exemplo, essa é a área ativada quando veteranos norte-americanos dos combates no Vietnã rememoram seus traumas. 

Ainda que as crianças possam estar conscientes, de um ponto de vista intelectual, que a violência vista na tela não é real, "seus cérebros optam por tratá-la como completamente real, como uma verdade quase religiosa", disse Murray. Não existem provas de que a ativação dessas regiões do cérebro termine por deflagrar impulsos agressivos, "mas a situação certamente nos dá sérios motivos de preocupação". 

Em momentos de estresse posteriores a um trauma, é comum que surjam memórias involuntárias de elementos associados ao trauma; as imagens de violência e agressão nas telas podem ressurgir e influenciar o comportamento das crianças, de acordo com Murray. 

Um estudo conduzido pela Universidade Yale demonstrou um efeito retardado alguns dias depois que jovens assistiram a imagens de televisão violentas. Quando estimulados por sinais semelhantes aos contidos nas cenas televisivas, eles reagiam de maneira semelhantemente agressiva. 

Mas o estudo de Murray "tem dimensões pequenas demais para que possamos apontar para uma prova" da ligação entre imagens de agressão e o cérebro humano, diz Dorothy Singer, uma psicóloga de Yale e especialista na maneira pela qual a televisão afeta as crianças. "Trata-se de um tema extremamente importante, mas precisamos de pesquisas envolvendo número substancialmente maior de crianças para apontar uma ligação". 

Os hábitos de consumo de televisão das crianças têm menor probabilidade de promover comportamento beligerante entre as crianças do que exposição a violência real e o fracasso dos país em vigiar de perto as atividades de seus filhos, de acordo com um recente estudo infantil envolvendo 2.245 estudantes norte-americanos. 

Ainda assim, "se o seu filho está assistindo televisão em excesso, você decerto tem motivos para se preocupar", diz Mark Singer, da Universidade Case Western Reserve, em Cleveland. "Muitos, muitos estudos demonstram que isso não é nada saudável para uma criança".

Tradução: Paulo Migliacci


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