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Ciência Como nosso cérebro nos torna quem somos Bem mais do que comandar nosso corpo, o cérebro molda quem somos: cada um de nossos comportamentos é o resultado da atividade de circuitos cerebrais formados ao longo da vida
2015/09/27 22:39:02

Ciência

Como nosso cérebro nos torna quem somos

Bem mais do que comandar nosso corpo, o cérebro molda quem somos: cada um de nossos comportamentos é o resultado da atividade de circuitos cerebrais formados ao longo da vida.

Se o que somos é o resultado de nossas funções cerebrais, é importante esclarecer que as pessoas não são pré-determinadas, mas se constituem ao longo de sua vida. Somos todos diferentes não apenas porque resultamos de uma constituição genética diferente, mas porque vivemos diferentes experiências. No final das contas, ambos fatores, a genética e a experiência, agem sobre os circuitos neurais, sobre as conexões entre os neurônios, as sinapses. A cada aprendizagem, as sinapses de novas memórias são reforçadas, enquanto fatos esquecidos são sinapses enfraquecidas. Cada comportamento é o resultado da atividade dos nossos circuitos cerebrais formados ao longo da vida. É graças a essa plasticidade que experiências traumáticas podem ser superadas, que nosso humor é adaptável ao contexto, que nossas atitudes podem melhorar com nossos erros. Com essa plasticidade podemos ir mais longe. Inventamos, planejamos a longo prazo, dimensionamos as consequências de nossos atos. No entanto, muitas dessas capacidades não são exclusividade humana. O cérebro vem evoluindo há milhões de anos. Mantemos kits neurais básicos de sobrevivência, presentes em todos animais. Responder a certos estímulos, regular nossas vísceras, corrigir a postura corporal e a locomoção, formar memórias, manifestar nosso medo e raiva fazem parte deste kit.

Muito já se conhece sobre localizações de funções no cérebro, mas os neurocientistas seguem mesmo interessados em decifrar a área mais desenvolvida que os humanos possuem: o pré-frontal. Se há uma área em que podemos localizar nossa personalidade, essa seria o pré-frontal. Há pesquisas incríveis sobre o desenvolvimento das funções pré-frontais nas crianças quando estimuladas a planejar, antecipar e reconhecer consequências de suas atitudes e colocar-se no lugar do outro. Capacidades que estamos acostumados a cobrar apenas dos adultos.

A neurociência, querendo ou não, cai como uma luva no quesito multidisciplinaridade. Quem mais senão o cérebro poderia estar vinculado a tantas, se não todas, facetas humanas? Sobre o cérebro, do ponto de vista molecular ao emocional e comportamental, muito vem sendo compreendido. Só que ao conhecê-lo melhor, deparamos com a realidade nua e crua dos mecanismos neurais, que pode, à primeira vista, ir contra preceitos até então soberanos. É o caso do livre-arbítrio. Ao ver como o cérebro processa e avalia decisões, encaramos o fato de que muita atividade neuronal já aconteceu antes de nos darmos conta de nossas vontades e intenções. Também é sabido que não há atividade cognitiva sem emoção – nem que seja uma pitada. Além disto, é bem estabelecido que o cérebro não toma qualquer decisão sem consultar a fisiologia do corpo. Uma área cerebral chamada lobo da ínsula, mais desenvolvida nos humanos que em outros primatas, faz isso. Seus neurônios analisam os dados que recebem, associando uma sensação subjetiva emocional antes de tomarmos uma decisão, especialmente sobre problemas difíceis, que envolvem relações sociais.

Outras áreas mais desenvolvidas no nosso cérebro são as da linguagem. Diz-se que a linguagem verbal é um dom da espécie humana. Ainda não há um veredicto final da ciência sobre isso, mas sim, é bem provável. Regiões específicas cerebrais processam os léxicos fonológico, sintático e semântico. Essa função que tanto comanda as nossas vidas localiza-se, na maioria das pessoas, no hemisfério esquerdo, enquanto a musicalidade emocional da fala ocupa uma localização similar, mas no hemisfério direito. A aprendizagem da linguagem pelas regiões cerebrais responsáveis floresce em conexões sinápticas e, com poucos meses de vida, independente da formação cultural de um povo, o cérebro aprende a reconhecer os fonemas da língua falada a sua volta, associando-os à mímica facial típica de cada som, seguindo um padrão universal. Mas, de novo, descobriu-se que não somente as crianças, mas outros mamíferos também são capazes de perceber categorias fonéticas.

Por isso, se quisermos entender por que somos como somos, precisamos também conhecer o cérebro dos outros animais. As pesquisas do grupo de Suzana Herculano-Houzel reconhecem que o encéfalo humano não possui um número excepcionalmente maior de neurônios cerebrais que explique as nossas habilidades cognitivas superiores. Talvez o que possa justificar essa diferença cognitiva seja a incrível ideia que nossos ancestrais tiveram de, um dia, cozinharem a comida que consumiam. Daí pra diante, nosso cérebro que arduamente orquestrava comportamentos e trabalhosas funções digestórias e metabólicas para obter energia de alimentos crus pôde, então, se dedicar a outras atividades, como falar, filosofar, criar. E a história humana tomou um rumo diferente das outras espécies.


A neurociência, querendo ou não, cai como uma luva no quesito multidisciplinaridade
Arte de Thais Longaray, ZH

10 LIVROS PARA MELHOR COMPREENDER O CÉREBRO

> O ERRO DE DESCARTES
Obra do português António Damásio que apresenta uma nova visão para o papel das emoções no pensamento. Para Damásio, o “erro” do filósofo René Descartes(1596 – 1650) mencionado no título provocativo era abraçar exclusivamente a lógica e prescindir, em sua teoria do pensamento racional das emoções, ignorando que as emoções também tomam partem em nossos processos de raciocínio. (Companhia das Letras, 336 páginas)

> O CÉREBRO NOSSO DE CADA DIA
Um dos livros que tornaram a neurocientista Suzana Herculano-Houzel um dos nomes mais conhecidos pelo grande público entre a atual geração de pesquisadores brasileiros. A autora apresenta os resultados das mais recentes pesquisas neurológicos sobre temas do cotidiano, como a razão das cócegas, distúrbios de fala, por que o bocejo é contagioso e outros aspectos do dia a dia estudados ou tangenciados por pesquisas neurológicas de ponta. (Vieira e Lent, 224 páginas)

> RÁPIDO E DEVAGAR
Vencedor do Nobel de Economia, Daniel Kahnemann apresenta neste livro sua teoria sobre duas formas de pensar que nosso cérebro executa. O primeiro seria o pensamento rápido, orientado por intuição e fatores emocionais, e o segundo seria o pensamento devagar, mais lógico e reflexivo. Em vez de dispensar o pensamento rápido, Kahnemann analisa seus processos e especula o quanto podemos confiar nele. (Tradução de Cássio de Arantes Leite. Objetiva, 608 páginas)

> CÉREBRO & CRENÇA
Defensor acirrado do ceticismo e crítico de dogmas de qualquer natureza, religiosa principalmente, Michael Shermer,  fundador da revista Skeptic e colunista da Scientific American, cruza neurologia e ciências sociais neste livro. Ele discute os fundamentos científicos, embora muitas vezes pouco conhecidos, para vários relatos de experiências sobrenaturais de fundo religioso. Para ele, o conhecimento só vem quando o homem resiste ao impulso da crença. (Tradução de Eliana Rocha. JSN Editora, 390 páginas)

> O OLHAR DA MENTE
Uma série de relatos de casos escritos com a prosa envolvente de Oliver Sacks e que discutem as consequências, no dia a dia, de uma série de distúrbios, principalmente os da visão. Os relatos, mesclando verve e erudição, se entrecruzam com as memórias do autor do momento que passou de médico a paciente, devido ao diagnóstico de um câncer em um dos olhos. (Tradução de Laura Teixeira Motta. Companhia das Letras, 232 páginas)

> O CÉREBRO HUMANO
Com o subtítulo Uma Visita Guiada, este volume da pesquisadora britânicaSusan Greenfield é um autêntico exemplar de divulgação científica, fazendo um apanhado dos avanços realizados pela ciência neurológica a respeito do cérebro nas últimas décadas. Um resumo abrangente sobre o funcionamento do cérebro, o que se sabe sobre sua evolução e como ele é afetado pelo impacto de acidentes ou pelo uso de drogas. (Tradução de Alexandre Tort. Rocco, 148 páginas)

> MUITO ALÉM DO NOSSO EU
O neurologista Miguel Nicolelis discute neste misto de divulgação científica e livro de memórias algumas funções do cérebro, o que a neurociência já sabe sobre a anatomia do órgão e como ele pode ser interconectado à tecnologia. Neste ponto, Nicolelis também faz um apanhado do resultado de seu tempo de pesquisa nesse campo, e que perspectivas a interação entre cérebro e cibernética trará no futuro. (Companhia das Letras, 552 páginas)

> SUBLIMINAR
Físico de formação, o americano, Leonard Mlodinow relata neste livro “como o inconsciente influencia nossas vidas”, como entrega o subtítulo. Mlodinow. Cada capítulo apresenta campos em que psicólogos e neurocientistas veem traços do inconsciente em ações tomadas pelo cérebro no “piloto automático”. Desde percepções visuais até nossas interações com indivíduos e grupos. (Tradução de Claudio Carina. Zahar, 304 páginas)

> COMO A MENTE FUNCIONA
Steven Pinker
 faz um cruzamento exaustivo entre a biologia evolutiva e os estudos cognitivos da neurociência. Pinker mapeia as raízes evolutivas que levaram nosso cérebro a desenvolver funções executadas como tomadas de decisões e o aprendizado do ambiente que nos cerca. (Tradução de Laura Teixeira Motta. Companhia das Letras, 672 páginas)

> A ARTE DE ESQUECER
Para o neurologista Iván Izquierdo, pesquisador da PUCRS e especialista em questões de memória, esquecer não é necessariamente um incômodo, e sim um mecanismo de escape do cérebro para evitar a saturação de informações e centrar-se nas memórias essenciais que nos definem. É o que ele defende neste livro que discute por que esquecemos o que esquecemos e o que isso revela sobre quem somos. (Vieira e Lent, 136 páginas)

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Estruturas ou esquemas dissertativos-argumentativos
2015/09/24 19:21:52

O que é uma dissertação?

 

É um tipo de escrita, muito pedida em provas e concursos em todo o Brasil. É simples e direto, um texto impessoal que defende uma ideia.

Qual é sua estrutura?

É bem simples, dividida em três partes, introdução, desenvolvimento e conclusão, respectivamente.

Veja um esquema sobre como fazer uma redação dissertativa.

 

 Características da dissertação

O texto deve ter clareza, precisão, ser coerente, objetivo e deve estar em uma linguagem menos coloquial. Não deve haver abreviações, ambiguidade e deve ser um texto impessoal.

O que NÃO fazer em uma dissertação

Tudo citado abaixo pode fazer você perder pontos ou fazer com que sua redação seranulada.

·      Abreviações: Vc, tbm, tv, etc..

·      1º pessoa: “Eu acho…”

·      Fugir do tema.

·      Letra ilegível.

·      Escrita a lápis.

·      Rasurar.

·      Texto sem título.

·      Escrever em forma de versos.

·      Não obedecer parágrafos e o número de linhas determinado.

·      Não seguir as instruções da redação.

·      Cópias do(s) texto(s) de motivação.

·      Se identificar: Escrever seu nome, fazer um desenho, um sinal, alguma coisa que te identifique.

·      Usar cores de canetas diferentes: Rosa, azul claro, verde, roxo.

·      Estrangeirismo: Palavras estrangeiras, como, por exemplo, “ok”.

·      Generalizar fatos: Todo mundo tem medo de morrer.



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WASSILY KANDINSKY - MUSEU ESTATAL RUSSO, SÃO PETERSBURGO CENTRO CULTURAL BANCO DO BRASIL, BRASÍLIA, RIO DE JANEIRO, SÃO PAULO, BELO HORIZONTE
2015/09/13 22:56:24
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TUDO COMEÇA NUM PONTO 

KANDINSKY NO CONTEXTO DA CULTURA RUSSA DO FIM DO SÉCULO XIX E DO COMEÇO DO SÉCULO XX

O OBJETO COMO ATO DE LIBERDADE. KANDISNKY E A ARTE XAMÂNICA

INOVAÇÃO E TRANSFIGURAÇÃO DE MÍDIA — SOBRE O COMPOSITOR WASSILY KANDINSKY E O PINTOR ARNOLD SCHÖNBERG

A VANGUARDA ANIMADA

KANDINSKY E AS RAIZES DE SUA OBRA //  MÜNTER // BEKHTEEV // STELLETSKY ROERICH // VASNETSOV

KANDINSKY NA ALEMANHA

KANDINSKY IMPROVISAÇÕES // IMPRESSÕES // ÍCONES // XAMANISMO

ARTE FOLCLÓRICA 

SIMBOLISMO, PRIMEIRA ABSTRAÇÃO NA RÚSSIA

KANDINSKY BREVE BIOGRAFIA 
Wassily Kandinsky (em russoВасилий КандинскийMoscou16 de dezembro de 1866 (4 de dezembro no calendário juliano, então em vigor na Rússia) — Neuilly-sur-Seine13 de dezembro de 1944) foi um artista plástico russo, professor daBauhaus e introdutor da abstração no campo das artes visuais. Apesar da origem russa, adquiriu a nacionalidade alemã em 1928 e a francesa em 1939.

Vida[editar | editar código-fonte]

Nascido na cidade de Moscou,em 16 de dezembro de 1866,Wassily Kandinsky passou grande parte da infância em Odessa.Filho de pais divorciados, ele foi educado pela tia.De volta à capital russa, estudou Direito e Economia na Universidade de Moscou, chegando a diplomar-se em Direito aos 30 anos, porém desistiu dessa carreira.

Os primeiros anos em Munique[editar | editar código-fonte]

Kandinsky se casou em 1892 com a sua prima Anya Chimiakin, que o acompanhou, em 1896, quando ele se transferiu para Munique, iniciando os seus estudos em pintura .

O estilo da escola de Ažbè desiludiu Kandinsky, que preferia pintar paisagens coloridas ao ar livre, em vez de modelos "mal cheirosos, apáticos, inexpressivos, geralmente destituídos de caráter".[2]

Após vinte anos, o pintor tentou, sem sucesso, inscrever-se num curso ministrado por Franz von Stuck. Um ano depois, ingressou finalmente no curso, que frequentou até 1900. Em maio de 1901, Kandinsky foi um dos fundadores da Sociedade Artística Phalanx e lecionou na escola fundada pouco tempo depois pela sociedade. Uma das suas alunas foiGabriele Münter, que viria a ser sua companheira até 1917. Kandinsky separou-se de Anya Chimiakin em 1916.

 
Fuga, Kandinsky, 1914, óleo sobre tela

O início do abstracionismo[editar | editar código-fonte]

Na década de 1910, Kandinsky desenvolveu seus primeiros estudos não figurativos - sendo por isso considerado o primeiro pintor ocidental a produzir uma tela abstrata. Algumas das suas obras dessa época, a exemplo de "Murnau - Jardim 1" (1910) e "Grüngasse em Murnau" (1909), mostram a influência dos verões que Kandinsky passava em Murnau, notando-se um crescente abstracionismo nas suas paisagens.

Outra influência nas suas pinturas foi a música do compositor Arnold Schönberg, com quem Kandinsky manteve correspondência entre1911 e 1914.

O período da Primeira Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Quando explode a Primeira Guerra Mundial, Kandinsky é forçado a abandonar a Alemanha, partindo para a Suíça, acompanhado por Gabriele Münter em 3 de agosto de 1914, esperando que conflito terminasse rapidamente. Quando isso não se concretizou, o artista voltou à Rússia, separando-se de Münter, a 16 de novembro do mesmo ano. Aproveitando uma exposição em Estocolmo em 1916, Kandinsky permanece na Suécia, onde conhece a sua terceira companheira, a russa Nina de Andreewsky. Com o advento da Revolução Russa, em 1917, volta à Rússia, interessado e esperançoso nos rumos do país. Porém, por discordar da política cultural oficial que passa a orientar a produção artística russa, o pintor retorna à Alemanha em1921.

A Bauhaus e últimos anos[editar | editar código-fonte]

Em constante contato com as vanguardas artísticas, Kandinsky leciona na Bauhaus até 1933, quando a escola é fechada pelo governo nazista. O artista decide então transferir-se para Paris, onde permanecerá até o fim de sua vida, em 1944. Encontra-se sepultado no Cimetière ancien de Neuilly-sur-Seine.[3]

Desenvolveu a arte abstrata até o final de sua vida. Com Piet Mondrian e Kasimir Malevich, Wassily Kandinsky faz parte do "trio sagrado" da abstração.

Períodos artísticos[editar | editar código-fonte]

A criação de Kandinsky de trabalhos puramente abstratos seguiu um longo período de intenso desenvolvimento e amadurecimento do pensamento teórico baseado nas suas experiências pessoais artísticas. Chamou a esta devoção como beleza interior, fervor de espírito e uma necessidade funda de desejo espiritual, que foi o aspecto principal da sua arte.

Kandinsky aprendeu através de diversos recursos durante a sua juventude em Moscovo.Mais tarde na sua vida ele seria lembrado como sendo fascinado e estimulado pela cor como uma criança. O fascínio pelo simbolismo e psicologia da cor continuaram durante o seu crescimento, apesar de parecer nunca ter estudado arte. Em “Looks on the Past” ele relata que as casas e as igrejas eram decoradas com cores tão brilhantes que, uma vez lá dentro, teve a impressão de se estar a mover dentro de uma tela pintada. A experiência e o seu estudo sobre a arte do povo na região, em particular o uso de cores brilhantes sobre fundo negro, refletiu-se nos seus trabalhos mais recentes. Anos mais tarde, ele relacionou o ato de pintar para criar música na maneira que mais tarde viesse a ser mais reconhecido e escreveu “As cores são a chave, os olhos o machado, a alma é o piano com as cordas”.

Ele foi similarmente influenciado durante este período pela ópera de Richard Wagner Lohengrin com a qual ele sentiu que quebrou os limites da música e da melodia além do lirismo tradicional.

Kandinsky foi igualmente espiritualmente influenciado por Helena Petrovna Blavatsky (18311891), o mais importante exponente da Teosofia nos tempos modernos. A teoria teosófica solicitou que a criação é uma proporção geométrica, começando num único ponto. O aspecto criativo das formas é expressado por uma série descendente de círculos, triângulos e quadrados. Os livros de Kandinsky ecoam estes princípios básicos teosóficos.

O Cavaleiro Azul[editar | editar código-fonte]

 
Almanaque Der Blaue Reiterde 1912, capa de autoria de Wassily Kandinsky.

As pinturas de Kandinsky do período em que fez parte do grupo Der Blaue Reiter ("O cavaleiro Azul") (1911-1914), foram compostas por massas coloridas largas e bastante expressivas, avaliadas independentemente a partir de formas e linhas que já não serviam para delimitá-las. Estas seriam sobrepostas numa forma bastante livre para formar pinturas duma força extraordinária.

A influência da música foi bastante importante no nascimento da arte abstrata, como sendo abstrata por natureza, este não tenta representar o mundo exterior mas antes para expressar, numa maneira imediata, os sentimentos interiores da alma humana. Kandinsky às vezes usava termos musicais para designar o seu trabalho; ele chamou a muitas das suas pinturas espontâneas “Improvisações”, e “Composições” a outras muito mais elaboradas e trabalhadas em comprimento, um termo que ressoou nele como um orador.

Além da pintura Kandinsky desenvolveu a sua opinião como um teórico da arte. De facto, a influência de Kandinsky na história da arte do ocidente talvez resulte mais dos seus trabalhos teóricos do que propriamente das suas pinturas.

Ao mesmo tempo que escrevia “Do espiritual na Arte”, Kandinsky escreveu o Almanaque do Cavaleiro Azul, que serviram tanto como defesa e promoção da arte abstracta, assim como uma prova de que todas as formas de arte eram igualmente capazes de alcançar o nível da espiritualidade. Ele acreditava que a cor podia ser usada numa pintura como uma coisa autónoma e distanciada de uma discrição visual de um objecto ou de uma qualquer forma.

Escreveu poemas, que seguem o mesmo raciocínio desta fase.

O período de grande síntese (1934-1944)[editar | editar código-fonte]

Em Paris, Kandinsky estava bastante isolado, uma vez que a pintura abstracta - particularmente a pintura abstracta geométrica – não foi reconhecida, sendo as dos movimentos mais apreciados o Impressionismo e o CubismoKandinsky viveu num pequeno apartamento e criou o seu trabalho num estúdio construído na sua sala de estar. Formas biomórficas com flexibilidade e contornos não geométricos apareceram nas suas pinturas; formas que sugerem organismos externamente microscópicos mas que expressam sempre a vida interior do artista. Ele usou a cor puras nas suas composições que evocavam a arte popular de Slavonic e que era similar a preciosos trabalhos de marca-de-água. Nas suas obras, ocasionalmente misturava também areia para dar a textura de granulado aos quadros.

Este período correspondeu, de facto, a uma vasta síntese do seu trabalho anterior, no quando ele usa todos os elementos, e até os enriquece. Em 1936 e 1939 ele pinta as suas duas ultimas grandes composições; Lonas particularmente elaboradas e lentamente rasgadas que ele não produziu por muitos anos. Composição IX é uma pintura com umas diagonais poderosas de alto contraste e cuja forma central da a impressão de um embrião humano no ventre.

Os pequenos quadrados de cores e as faixas coloridas parecem projectar contra o fundo preto da Composição X, como fragmentos de estrelas ou filamentos, enquantohieróglifos com tons de pastel obrem o grande plano marrom, que parece flutuar no canto esquerdo superior da lona.

No trabalho de Kandinsky, algumas características são óbvias, enquanto certos toques são mais discretos e velados; isto servia para dizer que eles se revelavam só progressivamente àqueles que fazem um esforço para aprofundar a sua conexão com o seu trabalho. Pretendeu que as suas formas fossem subtilmente harmonizadas e colocadas, para ressoar com a própria alma do observador.

Poesia[editar | editar código-fonte]

Kandinsky também escreveu poemas brilhantes, abstratos, que fazem referência a cores e linhas, tais quais surgiam na percepção do artista. Sendo eminentemente vanguardistas, no entanto, seus poemas diferem de tudo quanto foi produzido por qualquer "ismo" em literatura ou poeta vanguardista conhecido, inclusive do trabalho poético de outros artistas predominantemente plásticos, tais como Picasso e Hans Arp, que tenderam a aderir, na escrita, a alguma vanguarda poética conhecida, como o Surrealismo.

 











 
Martin Gayford fala de seu livro monumental sobre Michelangelo
2015/09/12 15:27:43
O escultor e pintor renascentista Michelangelo Buonarroti (1475-1564) não era das pessoas mais agradáveis de Florença. Seus contemporâneos, como o prior da igreja de San Lorenzo, Giovan Battista Figiovanni, amigo e protetor, dizia que nem mesmo a paciência de Jó seria suficiente para aguentar o homem. Contudo, um acadêmico inglês, o professor Martin Gayford, de 63 anos, não contente com as toneladas de papel já gastas para explicar a difícil personalidade do criador do Davi - a mais conhecida escultura da Renascença italiana - resolveu, como diz, “aumentar os Alpes Apuanos dos estudos já existentes sobre Michelangelo”, fazendo da mulher Josephine sua primeira leitora e do filho Tom o compilador da bibliografia monumental (754 págs.) que acompanha a biografia Michelangelo - Uma Vida Épica, lançada pela editora Cosac Naify.


Madona de Manchester, c.1496, têmpera sobre madeira, inacabada, de Michelangelo, hoje na National Gallery de Londres

MICHELANGELO - UMA VIDA ÉPICA

Autor: Martin Gayford

Tradução: Donaldson Garschagen e Renata Guerra

Editora: Cosac Naify (750 págs., R$ 129,90).

Nas livrarias a partir do dia 21/9

 

 

TRECHO

 

"Para Michelangelo, os 'muitos dias' que passou foragido da casa do prior Figiovanni devem ter sido terríveis: à espera de que batessem à porta, ali ouvia notícias sobre prisões, torturas e execuções a amigos e colegas. Contudo (...) o papa não desejava que o mestre fosse morto ou submetido a maus-tratos.”

Detalhe de nu ao lado de Separação das Terras e das Águas, teto da Capela Sistina, Roma, pintado por Michelangelo



Sepulcro de Giuliano de Medici, duque de Nemours, 1524-34, mármore, igreja de San Lorenzo, Florença, esculpido por Michelangelo

Pietà, 1498-1500, mármore, basílica de São Pedro, Vaticano, considerada a obra-prima de Michelangelo ao lado de Davi, escultura que está em Florença



Davi, 1501-04, mármore, escultura gigantesca de Michelangelo com mais de 5 metros de altura, que está na Galleria dell'Accademia, Florença. 

fonte: Jornal Estadão - O Estado de São Paulo
Disciplina em que medida?
2015/09/09 20:46:14

Disciplina em que medida?

Muita liberdade, pouco limite. A falta de disciplina em casa e na escola faz o País assistir a casos como o da estudante gaúcha que se juntou a duas irmãs para espancar uma jovem professora que a contrariou. Rédea curta, rédea solta, rédea nenhuma. Para que lado pende a autoridade? A insegurança dos pais ao educar ainda persiste, mas cresce o número dos que depreendem que a falta de limites e a superproteção comprometem a formação dos filhos", diz a filósofa Tania Zagury. Autora de "O professor Refém", ela acredita, porém que o problema tem se agravado porque, também na escola essa visão equivocada encontrou espaço. Nem por isso a pesquisadora dá aval a escolas públicas capitaneadas pela Polícia Militar, que tem se espalhado pelo Brasil. " Veremos crescer o quantitativo dos que defenderão a militarização primeiro nas escolas, depois na sociedade." A saída de emergência, afirma, é devolver a autoridade no ensino a quem de direito: os docentes. E cobrar dos pais menos hesitação no seu papel de geradores de ética. "Hoje, é mais fácil exigir que a instituição mude que botar limite nos filhos.

Fonte : O Estado de São Paulo
domingo, 23 de agosto
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