Artigos Publicados por Maria Tereza Gomes Basile - Psicopedagoga

FAZER UMA BOA REDAÇÃO ENVOLVE MÚLTIPLOS ASPECTOS  

Para uma boa elaboração textual, preste atenção em todos esses elementos:

- Fique atento ao tema e ao estilo de redação proposto, que pode ser:

Não fuja do tema e procure tratá-lo de forma abrangente e impessoal.

Usar a norma culta.

Não usar gírias e abreviações.

Exponha suas ideias de forma organizada e bem estruturada! Se tiver dificuldade, peça ajuda até incorporar o processo e ficar apto a fazer isso sozinho!

- Para escrever bem é necessário ler, estar por dentro dos assuntos da atualidade, ter informações sobre o mundo, conhecer um pouco de arte, ir ao cinema, visitar exposições, a fim de possuir conteúdo e argumentos para colocar e debater.

- Também é necessário praticar muito!

Escrever à mão e ter alguém para analisar a estrutura linguística e corrigir seus erros gramaticais, ortográficos e de concordância é muito útil e eficaz para que você progrida e escreva cada vez melhor!

Maria Tereza Gomes Basile psicopedagoga

Diretora da Basile Estudo Orientado – Aulas Particulares


Estilos de redação
 

Dissertação
Na dissertação, o assunto deve ser debatido e discutido criticamente tendo como base opiniões fundamentadas. Pela regra, o texto dissertativo é estruturado em introdução, desenvolvimento e conclusão, formato que permite ao estudante expor o tema, defender seu ponto de vista através de argumentos e elaborar um desfecho persuasivo do assunto. Nessa modalidade, verbos e pronomes em primeira pessoa, bem como períodos longos, são substituídos por termos impessoais e objetivos, mais comuns na terceira pessoa do singular, e frases curtas. Gírias, termos coloquiais e gerúndio também devem ser evitados.  

Narração

No texto narrativo, a problemática deve ser apresentada em formato de história, com detalhamento dos personagens envolvidos e do tempo e espaço onde é deflagrado o episódio. Basicamente estruturado por verbos de ação e advérbios de tempo e lugar, esse estilo também conta com introdução, desenvolvimento e conclusão, acrescido de conflito e clímax. Geralmente, são utilizados verbos e pronomes em primeira e terceira pessoa. Além disso, nesse gênero, o estudante tem mais liberdade para usar a imaginação e abusar da função emotiva e poética.   

Descrição

De forma geral, descrição consiste na ação ou efeito de enumerar as partes essenciais de um ser. Isso significa que o texto descritivo deve ser constituído por um relato minucioso, representado pelos cinco sentidos (visão, tato, paladar, olfato e audição) e fidedigno à imagem real do animal, pessoa, ideia ou objeto tratado. Normalmente, ele é dividido em objetivo, quando a descrição é precisa, e subjetivo, quando permite mais de uma interpretação do leitor. Verbos de ligação, como ser e estar, são muito utilizados nesta modalidade, assim como adjetivos. 

Carta 
Normalmente apresentada de forma descontraída, no caso de contatos pessoais, ou com formalidade, em circunstâncias de reivindicações, por exemplo, a carta argumentativa é a modalidade mais cobrada nos vestibulares. Estruturada em cabeçalho (local e data), saudação (vocativo inicial), corpo do texto e assinatura, a redação em carta deve apresentar o ponto de vista do autor em seu início, meio e fim. Como é endereçada a alguém, a carta também conta com uma linguagem específica. Palavras em primeira pessoa, vocativos e verbos no imperativo são utilizados com frequência nesta modalidade. 

 

Estilo Jornalístico

Nos casos de textos escritos em linguagem jornalística, a objetividade, clareza e impessoalidade predominam. Os principais dados, como o que, quem, quando, onde, como e por que, devem ser informados já no primeiro parágrafo, mais conhecido como lead. Em notícias e reportagens, prevalece o caráter informativo do texto, enquanto em editoriais e artigos, a opinião do autor é sustentada por argumentos. Voz ativa, frases curtas e palavras simples são usadas com frequência nesta modalidade. Por outro lado, artigos indefinidos e pronomes possessivos e demonstrativos devem ser evitados. 

Resenha

Uma resenha é um texto em forma de síntese que expressa a opinião do autor sobre um determinado fato cultural, que pode ser um livro, um filme, peças teatrais, exposições, shows etc. 

Comentário

Geralmente, as universidades cobram a produção de comentários em situações que envolvem ambientes virtuais, como um fórum de discussão, por exemplo. Nesse gênero textual, os estudantes possuem mais autonomia na escrita, contudo, o texto deve ter um propósito, fundamentado nos elementos fornecidos pelo material de apoio e em argumentos. A linguagem deve ser clara, sintética, coloquial e principalmente adaptada ao meio eletrônico, se este for o ambiente apresentado. Neste caso, o caráter dissertativo é substituído pela função opinativa. 

 





"É preciso criar e usar diferentes estratégias para que os vários tipos de "aprendentes” 
possam desenvolver suas habilidades cognitivas."

Maria Tereza Gomes Basile    1/04/2017

Uma dessas estratégias, e que apresenta excelentes e efetivos resultados 
é o uso dos jogos de matemática.

Mas porque eles são tão eficientes?

Estimulam uma conversa sobre a matemática

Enquanto as crianças brincam entre elas, a matemática, o jogo, a brincadeira vira tema de discussão e de conversa.  A chave é fornecer aos alunos uma estrutura que promova discussões produtivas e vocabulário acadêmico. Isso pode incluir quadros de frases, cartões de conversa de matemática ou perguntas guiadas que são específicas para o jogo.

Criar Tempo para Observação

 

Enquanto as crianças estão absorvidas na atividade é possível observá-las e avaliá-las em um ambiente informal. É possível assistir as ações e as decisões que tomam. É possível assim avaliá-las e fazer um registro dessa avaliação num ambiente lúdico, informal e sem pressão.

 

Fornecer uma maneira alternativa de rever ou mesmo de aprender conceitos

Fazer a mesma coisa repetidamente pode ficar chato, mas os jogos oferecem resultados variados e diferentes formas de praticar mesmas habilidades.  É mais informal e é percebido como uma atividade divertida, além de dar aos alunos outra chance de rever ou de exercitar habilidades matemáticas importantes.

Incentivar a Aprendizagem Cooperativa

Dependendo do tipo de jogo, os “aprendentes” podem trabalhar em grupos ou em pares. Trabalhar com colegas ajuda a melhorar as habilidades interpessoais (comunicar, ser um jogador de equipe, resolver problemas, etc.) O tempo gasto com as interações face a face fornece a prática necessária para desenvolver essas habilidades.

Possibilidade de praticar os diferentes estilos de aprendizagem

Cada indivíduo possui uma forma diferente de aprender. Isso vale para todos: crianças ou adultos.

Os usos dos jogos matemáticos são ótimos para:

·      Aprendizes Visuais  - quando há modelos e representações de imagens

·      Aprendizes cinestésicos - quando jogos incluem experiências práticas e movimento

·      Aprendizes auditivos - quando as crianças podem se comunicar abertamente e falar uns com os outros

 

·      Aprendizes de leitura / escrita - quando os alunos usam uma folha de registro para encontrar sua solução

Aumentar o engajamento e a motivação dos alunos

Adultos e crianças gostam de jogar. Então vamos usar essa atividade prazerosa que é o jogo para promover uma atitude positiva sobre matemática (o que se aplica perfeitamente para outras disciplinas). As crianças se alegram e trabalham prazerosamente usando a atividade lúdica - os jogos.

Desenvolver o Pensamento Estratégico

Os estudantes estão tomando decisões e elaborando estratégias quando jogam jogos de matemática. Eles podem não saber, mas eles estão pensando estratégia. ("Qual é a maneira mais rápida de resolver este problema para que eu possa avançar?").

Maria Tereza Gomes Basile – Psicopedagoga
                                                        1/04/2017

“Devemos refletir sobre o que queremos alcançar com o jogo, pois quando bem elaborados, eles podem ser vistos como uma estratégia de ensino que poderá atingir diferentes objetivos que variam desde o simples treinamento, até a construção de um determinado conhecimento.”

— 

LARA, 2003,P.21 (via isatrobia)

 



Como saber quando é:

Desatenção, TDA, TDAH, preguiça ou falta de motivação?

Essas dúvidas devem ser analisadas com muita atenção e exigem uma 

observação atenta, profunda e, muitas vezes, requerem uma abordagem 

multidisciplinar.

Vamos por etapas. Primeiro vamos entender a diferença entre TDA e TDAH, 

também chamados de DDA e DDAH, respectivamente.

TDA= Transtorno do déficit de atenção.

TDAH= Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade.

O TDAH, na verdade, é um transtorno neurológico de causas genéticas e 

reconhecido pela Organização Mundial da Saúde. Desde a infância o portador 

de TDAH apresenta desatenção, inquietude e impulsividade, sendo que esses 

sintomas permanecerão durante toda a vida. A hiperatividade tende a melhorar 

Já no TDA, o indivíduo apresenta somente o déficit de atenção não associado à 

hiperatividade, como no TDAH.

Nas crianças, o TDAH vem associado à dificuldade escolar, tanto no conteúdo 

como no relacionamento com as outras crianças, professores e com os próprios 

pais. É muito comum serem chamadas de “avoadas”, “vivem no mundo da lua”.

A hiperatividade se caracteriza, como o próprio nome diz, por um excesso de 

atividade, a criança não para quieta, diz-se que “tem bicho-carpinteiro”, “é 

elétricas”, “ligada no 220”. 

Logo, o TDAH tem associadas a falta de atenção e a hiperatividade (o que é 

O TDA é basicamente uma disfunção geneticamente herdada do córtex pré-

frontal devido, em parte, à deficiência de um neurotransmissor: a DOPAMINA. 

O diagnóstico final deve, necessariamente, ser feito por um profissional da área 

médica, em geral, um neurologista ou um psiquiatra, que receitará uma 

medicação para suprir a falta desse neurotransmissor. Em geral, o uso da 

Ritalina, Conserta ou algum outro medicamento de última geração atua no 

cérebro do portador, fazendo às vezes da dopamina, compensando essa 

deficiência. Assim, o sintoma é tratado, normalmente a concentração e o foco 

são restabelecidos durante a atuação do medicamento.

As dosagens dão um pouco de trabalho para serem acertadas, mas os 

resultados valem a pena. Ressalto, novamente, que esse diagnóstico final e 

medicamentoso só pode ser feito por um médico. Essa é uma diferença 

significativa entre uma simples desatenção e um quadro de TDAH ou TDA. A 

desatenção simples não deve ser tratada com medicamentos, somente 

desenvolvida e treinada com exercícios de foco e concentração. A ajuda de um 

profissional, como um professor ou um psicopedagogo(a), além da colaboração 

do “desatento”, é suficiente. Esse é um quadro de caráter mais transitório.

O mesmo vale para a preguiça e a desmotivação. Se muito acentuadas, é bem-

vinda a ajuda e intervenção de um psicopedagogo ou psicólogo, que podem 

auxiliar a detectar e superar eventuais causas emocionais que desencadeiem 

esses processos.

Pais, professores, psicopedagogos e psicólogos podem e devem observar 

atentamente as crianças. Havendo suspeitas de que o grau de desatenção e/ou 

agitação atingem patamares altos e, principalmente, constantes, devem 

encaminhar essas crianças ou jovens a um médico especialista, para que esse 

profissional confirme ou não o diagnóstico e, eventualmente, entre com 

medicação adequada, se for o caso.

É um processo trabalhoso e delicado, que deve receber a devida atenção. De 

qualquer forma, há soluções! A preguiça, a desatenção e a falta de 

concentração podem ser treinadas, melhoradas e vencidas, assim como o TDA e 

o TDAH, se diagnosticados corretamente, poderão ser tratados com 

medicamentos. O neuroestimulante que age como um “substituto” para a 

dopamina no cérebro, leva o indivíduo a restabelecer sua atenção e a poder ter 

o seu processo de aprendizagem restabelecido em patamares mais 

confortáveis, assim como o hiperativo consegue ficar um pouco mais tranquilo e 

exercer melhor seu papel de estudante e suas outras atividades.

Ficar atento, observar e agir são essenciais em todos os casos. 

Falaremos mais sobre esses e outros assuntos ligados à educação e 

aprendizagem nas próximas matérias. Esperamos ter podido colaborar um 

pouco e elucidado algumas dúvidas.
 

Até breve,

Maria Tereza Gomes Basile - Psicopedagoga

Revista DK - setembro de 2015
 

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